quinta-feira, 23 de outubro de 2014

5 dicas para ter um bom relacionamento com a babá do seu filho

Combinar as regras previamente e manter contato constante com ela são formas de evitar atritos


É nesse momento que você deve combinar também quais são as tarefas da babá. Lembre-se de ouvi-la: pode ser que ela não se sinta à vontade, por exemplo, em ajudar a criança na lição de casa. Por isso, para que não haja um desconforto entre todos, faça uma lista escrita com as obrigações profissionais dela. Não imponha nada: a relação entre pais e babá deve ser baseada em um consenso. Quando cada uma das partes deixa evidente o que espera da outra, as decepções são evitadas.

Comunique qual rotina deve ser seguida


Você sabe que é essencial para a saúde do seu filho que uma rotina seja seguida. Portanto, explique à babá detalhes como o horário em que ele deve se alimentar, tirar a soneca, brincar e dormir, por exemplo. Explique a ela qual a pomada é usada para assadura e a quais substâncias a criança é alérgica. A babá pode discordar de algum hábito da família – mesmo assim, deve seguir as práticas dos pais. Esclareça que não cabe a ela modificar as regras, sem comunicar anteriormente.

Também deixe explícito se haverá permissão para passear com seu filho pela rua ou para dar um medicamento em caso de febre. Pendure os comunicados mais importantes na porta do armário, para que fiquem sempre visíveis. Se você não combinar quais medidas devem ser tomadas nessas situações, poderá viver um momento de desconforto com a babá. Só é possível cobrar determinada postura dela se tudo já estiver negociado antes.

Tenham contato diário


Diga à babá qual forma de comunicação você prefere: chat online, mensagem de celular, ligação ou e-mail. Também deixe anotado em um papel outros números que possam ser contatados em caso de emergência – pode ser o dos avós ou de sua vizinha, por exemplo.

Mas atenção: não é só em situações extremas que vocês devem conversar. “A comunicação precisa ser constante. Todo dia, a babá deve contar aos pais se a criança se comportou de forma estranha, demonstrou falta de apetite ou raspou o joelho no escorregador do parquinho”, explica Patrícia Izidoro, psicóloga do Hospital Pequeno Príncipe (PR). Os momentos bons também podem ser compartilhados, como o filme que seu filho viu à tarde e adorou. Esse hábito de contato diário, além de beneficiar a criança, é uma forma de resolver possíveis desentendimentos de imediato. A relação de confiança vai se estabelecendo ainda mais.

Ninguém substitui ninguém


Nós sabemos que é difícil conciliar o trabalho com a vida pessoal. Mas não importa: mesmo que você trabalhe durante o dia inteiro, reserve ao menos um momento para ter contato com o seu filho. É comum que os pais cheguem em casa cansados, brinquem com o bebê e, quando ele faz xixi, chamem a babá para trocar a fralda. Evite esse tipo de situação: não delegue todas as tarefas à profissional. Sempre que estiver disponível, dê banho na criança, corte as unhas dela ou prepare a papinha. Essas tarefas só devem ser incumbidas a outra pessoa na ausência dos pais.

E se seu filho sentir falta da babá? Você até pode ter ciúmes. Mas pense: se está sentindo falta, é porque é bem tratado e tem carinho por ela! Diga, em resposta: “Ela é uma querida mesmo. Na segunda-feira, a gente pode reencontrá-la! Eu também sinto sua falta quando estou no trabalho”. Fique tranquilo – ninguém substitui ninguém. “A babá está ali para somar, e não para assumir o posto dos pais. Ela só ocupará o lugar da mãe se a vaga não estiver preenchida”, afirma a psicóloga. E não importa que ela passe mais tempo com a criança do que você. É qualidade dos momentos de união que importa – e não a quantidade. Há espaço para todo mundo!

Fonte: Revista Crescer



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